07 e 11 Outubro – QUARTETO OLIVIER TONI

07 de Outubro | Domingo | 11h00 e 11 de Outubro | Quinta-feira | 20h30

QUARTETO OLIVIER TONI

Ludwig Van Beethoven (1770-1827) – Quarteto nº4, op.18, Dó menor
1. Allegro, ma non tanto2. Andante scherzoso, quasi Allegretto3. Menuetto. Allegretto4. Allegro

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Quarteto nº1 (1915)
Cantilena (Andante)
Brincadeira (Allegretto scherzando)
Canto Lírico (Moderato)
Cançoneta (Andantino quasi Allegretto)
Melancolia (Lento)
Saltando como um Saci (Allegro)

Radamés Gnattali (1906-1988) – Retratos (Suite) Para Bandolim solista, conjunto de choro e orquestra de cordas (composição 1956/57)
Movimentos : I – Pixinguinha (choro) ; II – Ernesto Nazareth (valsa) ; III – Anacleto de Medeiros (schottisch) ; IV – Chiquinha Gonzaga (corta jaca)

Quarteto Olivier Toni:
Samuel Mello – ViolinoCaio Fabio Machado – violinoJully Tomoko Yamamoto – ViolaJefferson Martins Xavier – Violoncelo

Músicos convidados para a Suite RetratosAndré Bachur – bandolimGuilherme Sparrapan – violão 7 cordasGustavo Mazon – contrabaixoLucas Silva – pandeiroEduardo Camargo – cavaquinho
Sobre a suite Retratos:

Entre o final de 1956 e 1957, Radamés Gnattali escreveu RETRATOS, uma suíte para bandolim, orquestra e conjunto regional, onde homenageou, em cada movimento, um dos quatro compositores que considerava geniais e fundamentais na formação da nossa música instrumental: Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga. Baseou-se sobre uma peça de cada um desses autores para construir os movimentos de sua obra: o choro “Carinhoso” de Pixinguinha, a valsa “Expansiva” de Ernesto Nazareth, o schotische “Três Estrelinhas” de Anacleto de Medeiros e o maxixe “Corta-Jaca” de Chiquinha Gonzaga. Radamés dedicou RETRATOS a Jacob do Bandolim que escreveu-lhe uma famosa carta de agradecimento, que demonstra o desafio que foi para ele próprio executar a suíte, fato que só aconteceu em apresentação no ano de 1964:

“Meu Caro Radamés,Antes de Retratos, eu vivia reclamando: “É preciso ensaiar…” E a coisa ficava por aí, ensaios e mais ensaios.Hoje minha cantilena é outra: “Mais do que ensaiar, é necessário estudar”. E estou estudando. Meus rapazes também (o pandeirista já não fala mais em paradas). “Seu Jacob, o senhor quer uma fermata? Avise-me também se quer adágio, moderato ou vivace…” Veja, Radamés, o que você me arrumou. É o fim do mundo.Retratos: valeu estudar e ficar todo fechado dentro de casa durante todo o Carnaval de 1964, devorando e autopsiando os mínimos detalhes da obra, procurando descobrir a inspiração do autor no emaranhado de notas. Çinhas e espaços e, assim, não desmerecer a confiança que em mim depositou, em honraria pródiga para um tocador de chorinhos.”

O Quarteto Olivier Toni é formado por jovens estudantes de música, com o propósito de divulgar o repertório camerístico brasileiro, apresentando sempre um compositor brasileiro em seus concertos, e claro o repertório tradicional.
Formado em 2011 com o apoio do maestro Emiliano Patarra, o quarteto pôde dar início as suas atividades participando e promovendo concertos em Guarulhos e em outras cidades.

Samuel Mello – violino

Iniciou seus estudos de violino em 2003, posteriormente passou a receber orientação de Djavan Caetano até ingressar na EMESP em 2009 onde teve aulas com Martin Tuksa.
Participou ativamente de diversos masterclasses dentre os quais se destacam os de Hagai Shaham, Elisa Fukuda, Carmelo de Los Santos, Claudio Michelleti.
Integrou a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e foi Spalla da Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos. Atualmente participa da Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo (OCAM) no naipe de 1°s violinos
Cursa Bacharelado em Música na Faculdade Cantareira, sob orientação de Betina Stegmann.

Caio Fabio Machado – violino

Bacharel em violino pela FAAm sob orientação de Ênio Antunes , fez aulas no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo com YuriyRakevich e música de câmara com Teresa Schorremberg e Marília Pini. Participou de Masterclasses com Robert Bokor(Ser), Andy Bhasin(EUA) dentre outros. Atualmente integra a Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos como Spalla.

Jully Tomoko Yamamoto – viola

Natural de São Paulo, iniciou seus estudos na Universidade Livre de Música, Escola Municipal de Música de São Paulo e em 2010 formou-se Bacharel em viola com a orientação de Tânia Campos pela Faculdade Integral Cantareira. Atualmente aluna de Marcelo Jaffé.
Fez parte da Orquestra Jovem de São Paulo e atualmente trabalha na Orquestra de Câmara da USP (OCAM) e Chefe de naipe da Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos.
Paralelo ao seu trabalho, atua como voluntária na Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI), um grupo associado a BSGI, uma organização não governamental, onde o objetivo é Paz, Cultura e Educação.

Jefferson Martins Xavier – violoncelo

Iniciou seus estudos de violoncelo em 2000, posteriormente ingressou na EMESP, sob orientação de Raiff Dantas, passando mais tarde a ser orientado por Fabio Presgrave, até ingressar na Escola Municipal de Música de São Paulo com o professor Kirill Bogatyrev.
Participou de masterclasses com Antonio Meneses, Adrian Fung, Toron Doister, entre outros.
Integrou o Orquestra Jovem do Estado, foi chefe de naipe na Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos. Atualmente integra a Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo (OCAM).

Músicos Convidados

André Bachur – bandolim
Nascido em São Paulo em 1986, iniciou-se na música através do violino. Mais tarde, aprofundou seus estudos em Teoria e Percepção e dedicou-se ao piano.
Ingressou em 2006 no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP, onde teve aulas com Sérgio Assumpção.
Atualmente, cursa o 6° ano de Bacharelado em Regência da ECA-USP, sendo aluno do professor Aylton Escobar. É também, desde 2011, regente assistente da Orquestra de Câmara da USP.
Além disso, dedica-se ao estudo da música popular brasileira, área na qual atua como bandolinista e arranjador, tendo como foco principal o choro. Integra o grupo João de Barro, regional que se apresenta frequentemente na USP e em diversos outros pontos da cidade. Participa também do projeto Gafieira no Ninho, no qual o Grupo João de Barro se apresenta com formação expandida. Faz parte, além disso, do grupo Entremares, ligado ao Instituto Brincante, que transita por diferentes estilos da MPB.

Guilherme Sparrapan – violão
Nascido em Campinas e criado em Valinhos, Guilherme Sparrapan começou seus estudos musicais estudando violão popular de choro e violão erudito. Ainda jovem tornou-se integrante do Regional Cordas Vivas, com o qual gravou dois CDs ao vivo, tocando violão de 7 cordas. Também na mesma época estudou Teoria e Percepção no Conservatório Carlos Gomes em Campinas. Na área coral cantou no Coral Gilberto Mendes em Valinhos, bem como foi assistente do Coral Sintonia (Valinhos) e do Oficina Coral (Campinas). Foi regente assistente e arquivista da Sinfônica Jovem de Campinas enquanto cursava o curso de Música (Bacharelado em Regência) da UNICAMP. Em 2005 ingressou no curso de música da ECA-USP, em São Paulo. Participou dos cursos de Regência Orquestral do 26º e 28° Festivais de Música Londrina, 7º Festival Música nas Montanhas de Poços de Caldas e na 25ª Oficina de Música de Curitiba, tendo aulas com Daisuke Soga (Japão), Oswaldo Ferreira (Portugal) entre outros. Como violonista, foi premiado no VI Prêmio Nabor Pires Camargo, arranjador e intérprete, menção honrosa no 15º Prêmio Nascente e primeiro lugar no 18º Prêmio Nascente na categoria Música Popular. Durante dois anos e meio foi Regente Assistente da Orquestra de Camâra da USP, OCAM. Atualmente cursa o último ano de Bacharelado em Regência na ECA-USP sob orientação do Mto. Aylton Escobar e do Mto. Gil Jardim.

Gustavo Mazon – contrabaixo
Iniciou seus estudos musicais ao piano quando tinha cerca de 10 anos de idade. Durou pouco! Apaixonado pelas artes plásticas, só veio a ter contato novamente com a música aos 14 anos, ao baixo elétrico. Auto-didata por um longo período, atuou no circuito noturno de música popular por muitos anos, como instrumentista, compositor e arranjador.
Graduou-se na Unicamp, onde iniciou os estudos do baixo acústico e do jazz. Alguns anos depois, ampliou o ecleticismo para o estudo da música clássica, na EMESP (Escola de Música do Estado de SP). Em ambas as “frentes”, teve aula com grandes nomes da música do Brasil e do mundo, como Tibô Delor, François Rabbath, Marcos Machado, Claudio Leal e Arrigo Barnabé, dentre muitos outros.
Fez parte de importantes grupos de música popular e de importantes orquestras e hoje, dentre suas principais experiências profissionais, destacam-se sua participação na OCAM (Orquestra de Câmara da USP), na Orquestra de Contrabaixos Tropical e no Quinteto CafeTango, além de estar constantemente se apresentando com grandes nomes do jazz e da música popular contemporâneos.

Lucas Silva – pandeiro
Percussionista, tem seu trabalho voltado para a musica brasileira, desde o tradicional do folclore e o choro aos estilos mais modernos, como a música contemporânea, MPB, e outros.
Participou de trabalhos ao lado de Francis Hime, Vinicius Dorin, Roberto Sion, Ari Colares, Michel Freidenson, Guca Domenico e outros. Formado em percussão popular pela ULM, atua hoje também como professor e ministra workshops de percussão.

Eduardo Camargo – cavaquinho
Desde 2006 atua como multi-instrumentista, arranjador e produtor em várias vertentes da música popular como MPB, Bossa Nova, Choro, Samba, Música Regional, Jazz, Rock e Pop.
Como instrumentista acompanhou e tocou ao lado de nomes da Velha Guarda do Samba Paulistano como Toniquinho Batuqueiro, Carlão do Peruche, Tobias da Vai-Vai, Zé Maria, Ideval Anselmo, Zelão, Toninho Melodia, Fernando Bom Cabelo, os chorões Stanley, João Macacão, os pesquisadores da cultura popular como Daniel Reverendo e Inimar Dias, além de artistas como Fabiana Cozza, Tião Carvalho, Marcelo Preto e Anna Torres.
Atuou durante um ano como músico da casa no Bar do Cidão – juntamente o grupo de choro e samba Coisa da Antiga e no Hotel Monfarej Tivolli com o grupo de jazz vocal Lui & Nuage Jazz.
Como arranjador trabalhou pra grupos de diversas formações como: Estatuto da Gafiera(Gafieira), Lui & Nuage Jazz(Jazz Vocal), Luiz Henrique(Samba), Renato Leite(Música Instrumental Brasileira), Marilia Duarte(MPB) entre outros.
Já produziu trabalhos dos artistas Renato Dias, Luiz Henrique, Leandro Medina e Marilia Duarte. Atualmente atua como músico freelancer se apresentando na noite paulistana além participar dos projetos: Lui & Nuage Jazz(Jazz Vocal), Paranapanema(Samba), Estatuto da Gafieira(Gafieira), Renato Leite(Instrumental Brasileiro), Leo Nascimento(Instrumental Brasileiro) e Luiz Henrique(Samba).

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